quinta-feira, 19 de novembro de 2009

“War of the Worlds”, de H. G. Wells, por Orson Welles (30 de outubro de 1938)

Oi, gente!


Nesse contexto de rádio, tentei postar 2 arquivos de áudio que eu já tinha, mas aqui não dá para postar só áudio. =/ Então, achei na internet um site que disponibiliza a transmissão na íntegra, em 2 partes:

http://www.aminharadio.com/radio/audio/by/title/the_war_of_the_worlds_1
(1ª parte)
http://www.aminharadio.com/radio/audio/by/title/the_war_of_the_worlds_2
(2ªparte)

"Na noite de 30 de outubro de 1938, domingo, a rádio fez a maior demonstração de força da sua então jovem existência."

No link abaixo há o script completo (em inglês) para quem quiser acompanhar:

http://www.pucrs.br/famecos/vozesrad/guerradosmundos/txtingl.htm


Destaco aqui a tradução do trecho final, quando Orson Welles divulga a "brincadeira":

"... Fizemos o que deveria ser feito. Aniquilamos o mundo diante dos seus ouvidos e destruímos a CBS. Mas vocês ficarão aliviados ao saber que tudo não passou de um entretenimento de fim-de-semana. Tanto o mundo quanto a CBS continuam a funcionar bem. Adeus, e lembrem-se, pelo menos até amanhã, da terrível lição que aprenderam hoje à noite: aquele ser inquieto, sorridente e luminoso que invadiu a sua sala-de-estar é um representante do mundo das abóboras e, se a campainha de sua porta toca e ninguém estiver lá, não era um marciano... é Halloween!"

Repercussão:


(Fonte: http://www.pucrs.br/famecos/vozesrad/guerradosmundos/index3.htm)

Mais detalhes:

http://www.pucrs.br/famecos/vozesrad/guerradosmundos/index2.htm


Beijos,
Marcela Marçal

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Repórter Esso - Testemunha Ocular da História

Fala pessoal!

Bom, decidi colocar aqui no blog o vídeo que eu editei para a apresentação do Repórter Esso. Para isso, utilizei primeiramente trechos do programa Observatório da Imprensa, apresentado pelo Alberto Dines na TV Brasil, com o especial sobre a 2ª Guerra Mundial sob o título "A mídia vai à guerra". A segunda parte do vídeo é um áudio com a locução da última transmissão do Repórtes Esso para rádio, em 1968. Muito emocionante a locução por parte do Roberto Figueiredo e Plácido Ribeiro, por sinal.

Bom, é isso, espero que a apresentação amanhã seja boa, que ninguém durma (eu sei que no horário é bem difícil) e que todos gostem do vídeo.
Abraço!

Arthur Orlando.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

José Bonifácio de Andrada e Silva: Tornou-se o principal organizador da Independência do Brasil e teve atuação destacada no processo constitucional juntamente com seus irmãos: Martim Francisco e Antonio Carlos. Atenuou as divergências políticas e ideológicas entre o imperador e a Assembléia Constituinte, onde representava a corrente mais conservadora. No entanto, a união dos Andradas com o imperador foi de curta duração. O autoritarismo de José Bonifácio gerou duras críticas por parte da oposição e a perda de seu prestígio frente ao imperador. Na oposição os Andradas passaram a combater ferozmente o governo de D. Pedro I, não somente na Assembléia, mas, sobretudo, no Tamoio, jornal que fundaram em agosto de 1823, cujo título - nome de uma tribo indígena que tinha aversão aos portugueses - mostra claramente sua orientação. O Tamoio era muito bem redigido, mas os princípios democráticos em seus editoriais contrastavam com o autoritarismo que caracterizou os Andradas na época em que eram ministros.

Visconde de Cairu (José da Silva Lisboa): Tentou reconciliar Portugal e Brasil e impedir a separação. Fundou, em 1821, o jornal O Conciliador do Reino Unido, em que defendeu os direitos do Príncipe-Regente e analisou as vantagens da monarquia constitucional. Defensor da centralização do poder, combateu na imprensa os revolucionários da Confederação do Equador. Foi Desembargador da Mesa do Paço e da Casa de Rogo, deputado e senador. Sua maior preocupação era o progresso do Brasil. Em 1832 lutou pela criação de uma Universidade no Rio de Janeiro, fato concretizado quase cem anos depois, com a fundação da UFRJ.

Frei Caneca (Joaquim da Silva Rabelo; mais tarde Joaquim do Amor Divino Rabelo): Freqüentou centros de estudos políticos de tendência liberal e participou da Revolução Pernambucana, razão pela qual foi preso. De volta a Pernambuco após ser libertado e em meio à intensa atividade jornalística fundou, em dezembro de 1823, o jornal Typhis Pernambucano, de oposição ao governo central conservador. De sua leitura depreende-se que ainda considerava culpados da situação o Partido Português do Rio e o ministério posterior ao de José Bonifácio. Como escritor assimilou os moldes do jornalismo panfletário e imprimiu um tom pessoal às idéias dos filósofos franceses do Iluminismo.

Cipriano José Barata: Foi um dos mais atuantes jornalistas políticos do Primeiro Reinado. Dotado de idéias liberais e republicanas, e influenciado pela Revolução Francesa, movimentou a opinião pública, propagou o liberalismo e combateu a escravidão. Considerado traidor pelos defensores do trono, participou da Inconfidência Baiana de 1798, quando foi preso. Exerceu importante cargo na Revolução Pernambucana de 1817. Começou sua atividade jornalística na Gazeta Pernambucana. Em abril de 1823 fundou seu próprio veículo de comunicação: a Sentinela da Liberdade na Guarita de Pernambuco, em que hostilizava o governo de D. Pedro I e posicionava-se a favor do ideário republicano e da autonomia das províncias. Acabaria passando por inúmeras prisões, mas continuava a escrever, nomeando seus jornais como Sentinela da Liberdade e variando o final do título de acordo com a prisão onde se encontrava.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Hipólito da Costa editou o que foi considero o primeiro jornal brasileiro, o Correio Braziliense. Em 29 volumes editados entre 1808 e 1823 em Londres, através do veículo, ele defendeu as ideias liberais, progressivas e maçônicas, dando ampla cobertura à Revolução do Porto e aos acontecimentos nacionais que culminaram com a Independência do Brasil. Fala-se que Hipólito teria aceitado dinheiro da Corte Imperial para amenizar as críticas ao governo.

José Bonifácio, conhecido como o Patriarca da Independia, foi um do mais atuantes personagens da independência do Brasil. Possuidor de um caráter ambíguo oscilando entre o liberalismo e o conservadorismo, Bonifácio ao mesmo tempo que defendeu a reforma agrária e a abolição da escravidão tomou medidas sobre o controle da imprensa quando ministro do Reino e Negócios Estrangeiros. Jornais como o Correio do Rio de Janeiro e o Revérbero foram fechados ao optarem por uma visão liberal e a favor da emancipação política do Brasil. Apesar de ser a favor da independência, ele defendia a permanência da monarquia no país.

Visconde de Cairu também foi censor do reino. Porém, após um tempo, ele deixa o conservadorismo para tornar-se nacionalista. Em abril de 1821, fundou o Conciliador do Reino Unido que refletiu a transição de seus pensamentos. Em um primeiro momento defendeu a existência de uma monarquia constitucional com direitos iguais entre Portugal e Brasil. Porém, posteriormente evoluiu para a defesa do projeto nacionalista de emancipação política do país. Ele foi o primeiro brasileiro a imprimir de fato um jornal dentro do Brasil e esteve envolvido em quatro publicações: Atalaia (1823), o Conciliador do Reino Unido (1821), O Despertador Braziliense (1821), Reclamação do Brasil (1822).

Frei Caneca através do jornal O Tifis Pernambucano foi um grande opositor do governo imperial. Pelo veículo idealizou uma república, a liberdade de imprensa e outros direitos liberais, denunciou o autoritarismo imperial e ainda conclamou a população à luta como na Revolução Pernambucana de 1817. Com a irrupção da luta armada, o jornal foi censurado e parou de circular. A partir daí, Frei Caneca preferiu continuar a luta por outros meios diferentes da imprensa.

Cipriano Barata foi profundo nacionalista e atuou como jornalista contra o governo colonial. Fundou o semanal Sentinela da Liberdade, de Pernambuco, onde defendia a Independência com profundas transformações e a abolição da escravidão através de uma linguagem agressiva e combativa. Durantes os periodos na prisão, Barata mudava o nome do jornal de acordo com o lugar daonde estava preso, surgindo: Sentinela da Liberdade na Guarita de Pernambuco, Sentinela da Liberdade na Guarda do Quartel General, Sentinela da Liberdade na Guarita de Villegaignon.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Como jornais da época noticiaram eventos históricos




"Apesar de todo avanço das mídias digitais, os jornais impressos ainda continuam agradando boa parte da população. Fazendo uma viagem ao passado, veja como os jornais da época noticiaram eventos históricos."
(Blog Buteco da Net)
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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Bem-vindos ao blog de História da Imprensa

Caríssimos

Neste blog, vamos postar o texto dos trabalhos apresentados em sala.

Heloisa Granja será a primeira, com sua ótima pesquisa sobre Hipólito da Costa e o Correio Braziliense. Assim, quem perder alguma apresentação, poderá ter acesso ao material escrito.

Atenção: este é o tipo de conteúdo que certamente cairá na prova.

Também vamos postar os trabalhos exigidos ao longo do curso. O primeiro, que deve ser feito por todos os alunos, e valerá 0,5 pontos, é escrever um perfil em forma de verbete (apenas um parágrafo), sobre a vida e atividade jornalística dos quatro personagens a seguir:

José Bonifácio
Cipriano Barata
Frei Caneca
Luis Augusto May

Este conteúdo também é sério candidato a cair na prova.

Qualquer dúvida, meu e-mail é cristiane.costa@eco.ufrj.br

O século XIX e a criação do Brasil

Em breve, perfil de alguns dos primeiros jornalistas do Brasil. Projeto de país em debate.

José bonifácio, Visconde de Cairú, Frei Caneca e Cipriano Barata.